Redução da jornada de trabalho: como se preparar
Entenda como preparar sua empresa para uma possível redução da jornada de trabalho, revisar escalas, controlar custos e manter a produtividade.

Redução da jornada de trabalho: como se preparar
A redução da jornada de trabalho pode mudar escalas, custos e rotinas. Por isso, as empresas devem começar a estudar sua operação.
Isso não significa alterar contratos agora. As propostas ainda estão em discussão e podem sofrer mudanças.
O melhor caminho é usar este período para reunir dados. A empresa pode analisar jornadas, produtividade e necessidades de cobertura.
Assim, estará mais preparada para qualquer cenário.
O que está sendo discutido sobre a redução da jornada de trabalho?
Atualmente, a Constituição permite uma jornada normal de até oito horas diárias. O limite semanal é de 44 horas.
Essa continua sendo a regra válida no país. O texto pode ser consultado no artigo 7º da Constituição Federal.
Porém, existem propostas para reduzir esse limite.
A PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio de 2026. O texto prevê uma jornada de 40 horas semanais e dois dias de descanso.
A proposta foi enviada ao Senado. Portanto, ainda precisa avançar antes de entrar em vigor.
A tramitação pode ser acompanhada na página oficial da PEC 221/2019.
Também existe a PEC 148/2015. Ela prevê uma redução gradual até 36 horas semanais.
Em setembro de 2026, essa proposta estava pronta para votação no Plenário do Senado. A situação está disponível no portal do Senado Federal.
Nenhuma dessas propostas está valendo atualmente.
Por que se preparar para a redução da jornada de trabalho?
Uma mudança na carga horária afeta toda a operação.
Empresas que funcionam todos os dias podem precisar reorganizar as equipes. Alguns setores também podem exigir novas contratações.
A preparação ajuda a responder perguntas importantes:
Quantas horas são necessárias em cada setor?
Quais horários possuem maior movimento?
Onde existem horas extras frequentes?
A equipe consegue cobrir duas folgas semanais?
Será necessário contratar mais pessoas?
Quais tarefas podem ser automatizadas?
Quais escalas dependem de negociação coletiva?
Essas respostas mostram os pontos mais sensíveis.
1. Mapeie as jornadas atuais
Comece registrando como as equipes trabalham.
Liste todas as jornadas, escalas e turnos. Inclua equipes administrativas, operacionais e externas.
Analise:
horários de entrada e saída;
intervalos;
folgas;
trabalho aos domingos;
banco de horas;
horas extras;
trabalho noturno;
feriados;
trocas de turno;
ausências.
Compare a jornada planejada com os registros reais.
Uma equipe pode ter uma escala de 44 horas. Porém, talvez faça horas extras todas as semanas.
Esse setor terá mais dificuldade para se adaptar.
2. Simule diferentes jornadas
A regra final ainda não foi definida.
Por isso, simule cenários com 42, 40 e 36 horas semanais.
Verifique como cada limite afetaria:
cobertura dos turnos;
número de folgas;
capacidade de atendimento;
volume de produção;
necessidade de contratação;
horas extras;
custos por setor.
A simulação não cria uma obrigação.
Ela mostra quanto tempo a empresa precisaria para se adaptar à redução da jornada de trabalho.
3. Calcule a necessidade de cobertura
Reduzir horas não diminui automaticamente a demanda.
Uma loja ainda precisará atender seus clientes. Uma indústria continuará com metas de produção.
Calcule quantas horas são necessárias para manter cada setor funcionando.
Depois, compare esse total com a capacidade da equipe.
Talvez seja possível reorganizar horários. Em outros casos, será necessário contratar ou redistribuir atividades.
Considere salários, encargos, benefícios e treinamentos. Inclua também o custo das horas extras atuais.
4. Identifique desperdícios de tempo
Antes de contratar, procure gargalos.
Processos manuais consomem parte da jornada. Reuniões longas e aprovações lentas também reduzem a produtividade.
Converse com as equipes. Descubra quais tarefas ocupam tempo sem gerar resultado.
A empresa pode:
automatizar atividades repetitivas;
eliminar controles duplicados;
reduzir reuniões desnecessárias;
padronizar processos;
melhorar a distribuição das demandas;
revisar níveis de aprovação;
treinar pessoas para novas funções.
A preparação não deve apenas aumentar a pressão sobre a equipe. O objetivo é organizar melhor o trabalho.
5. Analise horas extras e banco de horas
Horas extras frequentes mostram dependência operacional.
Verifique quais setores ultrapassam a jornada. Analise os dias e horários dessas ocorrências.
Depois, identifique as causas.
Parte das horas pode surgir por imprevistos. Outra parte pode indicar falhas no planejamento.
O banco de horas também merece atenção.
Confira os saldos e prazos de compensação. Veja se existem colaboradores com valores muito altos.
A redução da jornada de trabalho pode exigir novas regras. Também pode aumentar a necessidade de acompanhamento.
Um sistema de ponto digital centraliza essas informações. Assim, o DP consegue identificar riscos antes do fechamento.
6. Revise acordos e convenções coletivas
A empresa não deve mudar escalas sem uma análise jurídica.
Consulte os acordos e as convenções da categoria. Eles podem definir limites e formas de compensação.
Escalas como 12x36 também exigem atenção.
O texto final de uma nova regra pode criar transições. Alguns setores também podem receber tratamentos específicos.
Envolva o jurídico, a contabilidade e os sindicatos quando necessário.
Planejar é diferente de alterar contratos. Qualquer mudança deve seguir a legislação vigente.
7. Prepare os gestores
Os gestores terão um papel importante.
Eles precisarão planejar escalas e distribuir tarefas. Também deverão acompanhar horas extras e intervalos.
Oriente as lideranças a:
antecipar demandas;
organizar as folgas;
acompanhar os horários;
evitar horas extras sem necessidade;
respeitar os intervalos;
reduzir contatos fora do expediente;
identificar sobrecarga;
corrigir falhas no processo.
Uma jornada menor não funcionará se a equipe continuar disponível o tempo todo.
8. Acompanhe produtividade com equilíbrio
A empresa deve conhecer sua capacidade produtiva.
Porém, isso não significa vigiar cada movimento do colaborador.
Use indicadores ligados ao resultado. Analise prazos, qualidade, produção e atendimento.
Evite medir apenas presença ou quantidade de tarefas.
A redução da jornada de trabalho pode estimular mudanças nos processos. O foco deve estar em eficiência e organização.
9. Organize pausas e intervalos
Pausas continuam importantes em qualquer jornada.
Uma carga semanal menor não elimina os intervalos obrigatórios. Também não permite concentrar o trabalho de forma prejudicial.
Verifique se as pausas estão sendo realizadas.
O controle de pausas da Easydots permite registrar esses períodos. Os dados ajudam o RH e a operação.
Esse acompanhamento não substitui profissionais de saúde e segurança do trabalho.
10. Melhore a qualidade dos dados
Planilhas espalhadas dificultam o planejamento.
A empresa precisa centralizar:
jornadas;
escalas;
horas extras;
banco de horas;
faltas;
atrasos;
intervalos;
ajustes;
justificativas;
afastamentos.
Essas informações mostram como a operação funciona.
Com dados confiáveis, fica mais fácil simular novas escalas. A empresa também reduz decisões baseadas em estimativas.
11. Converse com os colaboradores
As equipes conhecem problemas que não aparecem nos relatórios.
Converse sobre horários, transporte e distribuição das tarefas. Escute principalmente quem trabalha aos domingos.
Essa participação pode revelar soluções.
Alguns horários podem ter pouca demanda. Certas tarefas também podem ser realizadas em outro momento.
A comunicação reduz boatos.
Explique que a empresa está estudando possibilidades. Deixe claro que nenhuma mudança foi definida.
O que a empresa não deve fazer?
A discussão sobre novas regras não autoriza mudanças imediatas.
Evite:
reduzir salários de forma unilateral;
alterar contratos sem análise;
eliminar intervalos;
aumentar horas extras sem controle;
exigir trabalho fora do horário;
anunciar uma nova escala antes da lei;
tratar uma proposta como regra aprovada;
cobrar mais resultados sem melhorar os processos.
A empresa deve seguir a legislação atual.
Como a Easydots ajuda na preparação?
A Easydots centraliza os registros de jornada.
A plataforma permite acompanhar escalas, banco de horas e horas extras. Também oferece relatórios de inconsistências.
Os colaboradores podem registrar o ponto pelo aplicativo ou pela web. Os recursos disponíveis variam conforme o plano.
A Easydots também oferece:
funcionamento online e offline;
geolocalização;
cerca virtual;
solicitações e justificativas;
anexos de documentos;
fluxos de aprovação;
espelho de ponto digital;
assinatura do colaborador;
APIs abertas.
Esses recursos ajudam a empresa a entender sua jornada real. Os dados podem apoiar as simulações para uma possível redução da jornada de trabalho.
A Easydots organiza o fechamento do ponto. Ela não processa a folha de pagamento e não substitui orientação jurídica.
Conheça o controle de jornada da Easydots.
Conclusão
A redução da jornada de trabalho ainda depende do Congresso. Por isso, a empresa não precisa mudar suas escalas agora.
Mesmo assim, pode começar a preparação.
Mapeie jornadas e horas extras. Analise o banco de horas e simule diferentes limites.
Depois, procure gargalos e treine os gestores.
Empresas que conhecem seus dados conseguem se adaptar melhor. Quando a regra for definida, elas terão mais clareza para tomar decisões.
Quer organizar sua jornada? Conheça a Easydots.
Perguntas frequentes
A redução da jornada de trabalho já foi aprovada?
A PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara e enviada ao Senado. Porém, a mudança ainda não concluiu a tramitação.
Qual é a jornada válida atualmente?
A Constituição estabelece o limite normal de oito horas diárias e 44 horas semanais.
A escala 6x1 já acabou?
Não. A escala continua permitida conforme as regras atuais.
A empresa deve mudar as escalas agora?
Não por causa das propostas. Ela pode fazer estudos, mas deve seguir a legislação vigente.
O salário poderá ser reduzido?
As propostas discutidas preveem a redução da jornada sem diminuição salarial. A regra definitiva dependerá do texto aprovado.
Como o ponto digital ajuda?
O sistema reúne jornadas, banco de horas e horas extras. Esses dados ajudam a simular escalas e estimar impactos.
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