Dia: 6 de janeiro de 2026

Férias fracionadas: o que a lei permite

As férias são um direito constitucional do trabalhador e uma obrigação legal para as empresas.
Mesmo assim, o tema ainda gera muitas dúvidas, principalmente quando falamos em férias fracionadas.

Após a Reforma Trabalhista, o fracionamento passou a ser permitido de forma mais clara.
Porém, junto com a flexibilidade, surgiram novos riscos, principalmente quando o RH ou o DP não conhece todos os limites da lei.

Neste artigo, você vai entender em profundidade:

  • O que são férias fracionadas

  • Quando o fracionamento é permitido

  • Quais são os limites legais

  • O que é proibido

  • Os principais erros das empresas

  • Os riscos trabalhistas envolvidos

  • Boas práticas para aplicar o fracionamento corretamente

O que são férias fracionadas?

Férias fracionadas são aquelas em que os 30 dias de descanso anual do colaborador não são concedidos de forma contínua.

Em vez disso, esse período é dividido em dois ou três períodos, concedidos em momentos diferentes, dentro do período concessivo.

Esse modelo foi reforçado pela Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467/2017), com o objetivo de:

  • Dar mais flexibilidade à empresa

  • Atender melhor às necessidades do colaborador

  • Facilitar a organização das equipes

Porém, o fracionamento não é uma escolha livre da empresa.
Ele precisa seguir regras específicas previstas na CLT.

Quantas vezes as férias podem ser divididas?

A legislação permite que as férias sejam divididas em até três períodos.

Esse é o limite máximo.
Não existe exceção para dividir em quatro ou mais partes.

Mesmo que o colaborador concorde, esse tipo de fracionamento é considerado irregular e pode gerar penalidades.

Quantos dias deve ter cada período de férias?

A CLT define mínimos obrigatórios para cada período.

As regras são as seguintes:

  • Um dos períodos deve ter, no mínimo, 14 dias corridos

  • Os outros períodos devem ter, no mínimo, 5 dias corridos cada

Esses limites existem para garantir que o trabalhador tenha um descanso efetivo.
Férias muito curtas não cumprem a função de recuperação física e mental.

Se a empresa desrespeitar esses mínimos, o fracionamento pode ser considerado inválido.

O colaborador é obrigado a aceitar férias fracionadas?

Não.

O fracionamento das férias exige acordo entre empresa e colaborador.
Isso significa que o trabalhador pode recusar a divisão.

A empresa não pode impor férias fracionadas de forma unilateral.
Fazer isso pode caracterizar descumprimento da legislação trabalhista.

Por isso, o ideal é:

  • Conversar com o colaborador

  • Formalizar o acordo

  • Registrar a decisão corretamente

Quando as férias não podem começar?

Além das regras de fracionamento, a lei também define datas proibidas para o início das férias.

As férias, inclusive as fracionadas, não podem começar:

  • Nos dois dias que antecedem feriados

  • Nos dois dias que antecedem o descanso semanal remunerado

Essa regra evita que o período de descanso seja reduzido de forma indireta.

Como funciona o pagamento das férias fracionadas?

O pagamento das férias segue regras rígidas.

A empresa deve pagar:

  • O valor das férias

  • O adicional constitucional de 1/3

Esse pagamento deve ocorrer até dois dias antes do início de cada período de férias.

Quando as férias são fracionadas, o pagamento também deve ser fracionado.
Cada período deve ser pago separadamente, antes do seu início.

Pagar após o início das férias é considerado irregular e pode gerar pagamento em dobro.

O que não é permitido nas férias fracionadas?

Algumas práticas ainda são comuns no dia a dia das empresas, mas não são permitidas pela legislação.

Veja os principais erros:

  • Dividir as férias em mais de três períodos

  • Conceder períodos com menos de 5 dias

  • Não garantir um período mínimo de 14 dias

  • Obrigar o colaborador a aceitar o fracionamento

  • Iniciar férias em datas proibidas

  • Realizar o pagamento fora do prazo legal

Esses erros aumentam o risco de autuações e processos trabalhistas.

Quais são os riscos para a empresa?

Conceder férias de forma incorreta pode gerar consequências sérias, como:

  • Pagamento das férias em dobro

  • Multas administrativas

  • Fiscalizações do Ministério do Trabalho

  • Reclamações trabalhistas

  • Passivos ocultos no DP

Em muitos casos, o problema não está na má-fé, mas na falta de controle e organização.

Por que o controle correto das férias é essencial?

Um bom controle de férias permite que a empresa:

  • Cumpra a legislação trabalhista

  • Evite erros no fracionamento

  • Tenha previsibilidade financeira

  • Reduza riscos jurídicos

  • Melhore a relação com os colaboradores

Quando esse controle é feito de forma manual, o risco de erro aumenta.

Como a Easydots ajuda no controle das férias?

A Easydots auxilia o DP a manter as informações organizadas e confiáveis.

Com o controle digital da jornada, a empresa consegue:

  • Acompanhar períodos aquisitivos

  • Conferir históricos do colaborador

  • Evitar erros no fracionamento

  • Ter dados organizados para auditorias e fiscalizações

Isso traz mais segurança jurídica e mais tranquilidade para o RH.

Conclusão

As férias fracionadas são permitidas pela legislação brasileira.
Porém, precisam seguir regras claras e bem definidas.

Quando aplicadas corretamente, ajudam na gestão da empresa.
Quando aplicadas de forma incorreta, geram riscos e prejuízos.

Por isso, informação, controle e organização são fundamentais.
A tecnologia é uma grande aliada para evitar erros e garantir conformidade legal.